CARTA ABERTA DO ACAMPAMENTO TERRA LIVRE AO PRÉ-CANDIDATO A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA LUIZ INÁCIO LULA

Atualizado: 6 de mai.


Articulação dos Povos Indigenas do Brasil


Em visita ao Acampamento Terra Livre, na terça-feira (12/04), Lula escutou falas das lideranças presentes, recebeu apoio à sua candidatura e uma carta da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), através da qual foi apresentada uma plataforma de reivindicações, a demarcação e proteção das terras ao centro destas, para um eventual novo governo petista. Ao longo de dez dias de programação (04/04 - 14/04), mais de 8 mil indígenas de cerca de 200 povos estiveram no complexo da Fundação Nacional de Artes (Funarte), segundo contagem da APIB. Assim sendo, a 18ª edição do ATL foi a maior mobilização nacional indígena da história do país.

Participaram do encontro as lideranças Sonia Guajajara, Célia Xacriabá, Kleber Karipuna, Weibe Tapeba, Eliel Benuti, Kretã Kreingang, Shrirley Pankará, Luiza Kerexu e Toya Machineri, a deputada federal Joenia Wapichana além da presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, do senador Randolfe Rodrigues e do presidente da Fundação Perseu Abramo, Aloísio Mercadante.



Sônia Guajajara, coordenadora executiva da APIB, e Lula. Foto: Ricardo Sutckert.

Leia a carta na integra:


Brasília, 12 de abril de 2022.

Estimado Presidente Lula,
Nós, da   Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) em conjunto com suas organizações regionais de base, estamos em Brasília, de 4 a 14 de abril de 2022, realizando a 18° edição do Acampamento Terra Livre (ATL).  Esta é a maior mobilização nacional indígena da história do país. Mais de 8 mil indígenas de 200 povos passaram por estes gramados.
Estamos aqui, pois entendemos as urgências que o Brasil e nossos povos vivem nos tempos de hoje. Nossas aldeias são constantemente invadidas, nossas Terras – as porções mais preservadas de todo o Brasil -, são destruídas pelo avanço ilegal da mineração, do garimpo, da grilagem, da indústria madeireira, do agronegócio, e outros empreendimentos como hidrelétricas, portos, estradas, linhas de transmissão, e até pelo tráfico de drogas. E este processo resulta invariavelmente em morte e violência contra nós, indígenas, de todas as