ILHÉUS, A “PRINCESA DO SUL” DA BAHIA: NARRATIVAS E MEMÓRIAS DOS ANOS 1920 E 1930

Atualizado: 2 de fev.

Igor Campos


A imprensa escrita que circulou em Ilhéus nas décadas de 1920 e 1930, em conjunto com os romances da saga do cacau escritos por Jorge Amado, são importantes fontes históricas que preservam a memória social da cidade que já foi considerada a “Capital do Cacau”.

Ilhéus, cidade do litoral sulbaiano, foi alvo de diferentes narrativas e representações sociais que tiveram como base a memória coletiva dos coronéis do cacau. Na memória social da cidade estão preservadas as lembranças de riquezas provenientes da lavoura cacaueira, como os grandes palacetes construídos pelos coronéis, as modificações e melhoramentos urbanos, e a fartura de dinheiro que se ganhava facilmente. Elementos considerados antiestéticos e anacrônicos, juntamente com indivíduos classificados como subalternos e perigosos, sofreram um silenciamento nessa memória social da cidade, sendo apagados da história de Ilhéus e assim ficando por várias décadas.


Foto: cartaz produzido por Igor Campos.

Este projeto contou com o apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Pedro Calmon (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.


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Ilhéus, a Princesa do Sul da Bahia narrativas e memórias dos anos 1920 e 1930
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Igor Campos é Mestre em História pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB), filiado ao Partido dos Trabalhadores, fazendo parte da Juventude do PT de Ilhéus, e integrante do Coletivo Brasil Vermelho.