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IME, CAIC E A PRECARIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROMOVIDA PELO GRUPO POLÍTICO DO PREFEITO MÁRIO ALEXANDRE

Atualizado: 29 de mar. de 2023

Aderson Marcelo Borges

Às vésperas da eleição é necessário que nos atentemos para o fato de que nos últimos anos a cidade de Ilhéus esteve entregue ao grupo político do prefeito Mário Alexandre que tenta alçar sua companheira também a um início de carreira política. E nesse contexto não há melhor parâmetro para analisar a gestão do dito grupo, do que olhar para a educação. A educação define o futuro de um povo. É através dela que podemos modificar as situações desfavoráveis e buscar um futuro melhor. Quem não zela pela educação, não se preocupa com a evolução do pensamento, do conhecimento e não vislumbra um futuro melhor.

Na cabeça do político mal-intencionado, é melhor mesmo que não se formem pessoas com senso crítico, pois nesse sentido, manter as pessoas alienadas é mantê-las cegas para o que se faz de errado com a coisa pública, que é patrimônio do povo. Logo, a educação não deve funcionar para que se atinja esse fim.


Denúncia de pai sobre falta de professores auxiliares nas escolas municipais.

Nesse sentido, é tarefa importante antes da eleição, olhar para o modo como esse grupo trata a educação. Eu como professor e ser pensante, capaz de fazer reflexões olhando para a realidade, não dou meu voto a um grupo político que não paga há três meses os estagiários e que deixa os mesmos sem respostas quando é fato que necessitam do que ganham para sustentar suas famílias.


Não dou meu voto para um grupo político que não pagando os estagiários deixa as crianças que necessitam de acompanhamento nas escolas sem a devida assistência. Não dou meu voto quando penso que os colégios passaram metade do ano sem dar merenda aos alunos. Não dou meu voto quando penso que os colégios passaram metade do ano sem oferecer material para que os professores trabalhassem. Tinta para pincéis só apareceu agora em véspera de eleição. Não dou meu voto para um grupo político que mesmo sabendo que existe a Lei Federal 11.738/2008 que regula a carga horária dos professores, os sobrecarrega de forma escravocrata, precarizando o bom desenvolvimento dos seus trabalhos nas escolas. Não voto em um grupo político que através de uma mentalidade atrasada e coronelista impele funcionários a votar nos seus candidatos usando o contrato como moeda de troca. Não voto em um grupo político fascista e antidemocrático que tenta impedir o exercício da cidadania e a luta pelos direitos dos funcionários da prefeitura através de chantagem e assédio moral. Então estas são algumas das reflexões que podem fazer aqueles que se permitem pensar.


Em outra perspectiva, ainda falando de educação, olhemos para as escolas do município. O CAIC - Darcy Ribeiro há alguns anos tinha uma das melhores quadras poliesportivas da cidade. No entanto, hoje, por descaso total dessa gestão, as placas de zinco que compõem o telhado estão oxidadas e prestes a se desprenderem de sua estrutura oferecendo riscos às crianças que ali estudam quando saem para o intervalo das aulas. Sem contar que o chão está revestido de fezes de pombo, o que oferece também risco de contaminação aos estudantes que ali possam ir brincar. Nem um cordão de isolamento tiveram o cuidado de colocar na área.

Quadra Poliesportiva do CAIC - Darcy Ribeiro
Quadra Poliesportiva do CAIC - Darcy Ribeiro
Quadra Poliesportiva do CAIC - Darcy Ribeiro

Já no IME, logo após a fiação do colégio ter entrado em curto por falta de manutenção, tendo os alunos na época ficado expostos, pois o colégio passou por risco eminente de incêndio, houve uma reforma. Pelo jeito, essa reforma também não foi muito bem pensada, pois não contemplou um dos portões da frente, que por esses dias desabou sobre o chão. Um portão de ferro, grande e pesado, que se tivesse caído sobre alguma criança teria ocasionado uma fatalidade. Assim como a perspectiva de incêndio fez com que o colégio parasse com as aulas imediatamente no outro dia para a reforma urgente, tamanho o descaso. Uma tragédia anunciada no maior colégio da cidade. O colégio modelo e central da cidade, que poderia ter virado notícia no país inteiro por aspectos negativos e ainda pode, dado que o portão ainda se encontra escorado por um apoio e sem manutenção.

Além de tudo, o calor tem assolado a cidade nos últimos dias e os estudantes reclamam do calor, dado que quase nenhum colégio possui ventilador funcionando. Cadê a manutenção? Para onde está indo o dinheiro da educação que não está sendo empregado onde deve?

Portão do Instituto Municipal Eusínio Lavigne - IME

Abram os olhos, cidadãos Ilheenses. Prestem atenção e reflitam antes de digitar o número errado na urna, pois depois não vai adiantar reclamar. Os desmandos continuarão e com seu aval. Tenho certeza de que não é isso que o ilheense quer para sua cidade. Tenho certeza de que não é esse descaso para com a educação que os pais de crianças ilheenses querem para seus filhos estudantes. Logo, Ilhéus precisa abrir os olhos urgentemente para o que vem acontecendo na cidade. Principalmente, no que diz respeito a educação.



Aderson Marcelo Borges é professor de Filosofia.

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