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MST OCUPA TRÊS ÁREAS DA EMPRESA SUZANO PAPEL E CELULOSE NO EXTREMO-SUL BAIANO

Atualizado: 3 de mar. de 2023

MST Regional Extremo-Sul


Na madrugada do dia 27/02, o Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST) ocupou três áreas da empresa.

Um grupo grande de pessoas, com bonés e bandeiras vermelhas do MST, caminham em uma estrada de chão. Dos dois lados da estrada tem apenas arvores e arbustos.
Foto: MST Regional Extremo-Sul

O MST ocupou as áreas da Suzano próximo aos municípios de Teixeira de Freitas, Mucuri e Caravelas com cerca de 1.550 militantes como ato de denúncia contra a monocultura de eucalipto na região onde vem crescendo nas últimas décadas.

Além disso, o uso de agrotóxicos pela empresa prejudica as poucas áreas cultivadas pelas famílias camponesas e a monocultura do eucalipto provoca o êxodo rural.

Os trabalhadores e trabalhadoras denunciam os problemas relacionados à crise hídrica nos municípios, causados pela produção em grande escala de eucalipto, a pulverização aérea realizada nas área dos monocultivos.


Um grupo de pessoas (algumas com bonés vermelhos do MST) esta parado em uma area desmatada, com o solo aparentemente preparado para o plantio. Logo ao lado e mais ao fundo é possível enxergar monocultura de eucalipto. O grupo esta posicionado em um circulo e as pessoas parecem observar alguém que discursa.
Foto: MST Regional Extremo-Sul

Por que lutamos contra a monocultura do eucalipto?


O território do Extremo Sul da Bahia vem amargando nas últimas três décadas a expansão do monocultivo de eucalipto, hoje controlada pela empresa Suzano papel e Celulose, que somente no 3º semestre de 2022 lucrou R$ 5,44 bilhões, e a venda de celulose e papel ultrapassou as marcas de 2,8 e 31,1 milhões de toneladas respectivamente.


Perguntamos: A QUE CUSTO?


Qual custo de nosso território amargar com a destruição sistemática de nossos recursos naturais, envenenamento de nossos solos e assoreamento de nossos rios? Como contabilizar o custo social das milhares de famílias que foram expulsas de suas terras e hoje vivem na vulnerabilidade social das periferias das cidades e nas beiras das estradas? Como justificar o fato de nossos municípios amargarem as maiores taxas de concentração fundiária do país, e com eles graves indicadores sociais?

Nós, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), cientes de nossa missão de luta pela reforma agrária e pela justiça social, viemos reafirmar nossa luta contra os desmandos da Empresa Suzano Papel e Celulose em nosso território, e exigimos que arquem com os graves passivos ambientais, sociais e econômicos.

Eliane Oliveira da Direção Estadual afirma que a nossa missão é a luta por terra, moradia e alimentação saudável. Enquanto tiver gente sem terra, passando fome e sem moradia essa será a nossa tarefa de fazer valer a Reforma Agrária.

Reafirmamos nossa disposição de luta e construção de um país mais justo e soberano, que num país de proporções continentais, não haja tanta terra para poucas empresas e tanta gente sem terra, nosso compromisso é lutar e conquista-la para produção de alimentos saudáveis.

Foto tirada de um plano elevado: se nota que o fotografo esta em cima de um caminhão, pois a parte superior do veiculo é visível em pouco menos de metade da foto. Na outra metade, um grande grupo de camponeses pousa para foto com suas ferramentas de trabalho estendidas no ar, os mais visíveis são facões e enxadas. Muitos deles usam os bonés vermelhos com a logo do MST. Ao fundo uma plantação de eucalipto.
Foto: MST Regional Extremo-Sul

LUTAR, CONSTRUIR REFORMA AGRÁRIA POPULAR

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